Ida ao dentista

Postado em Crônica com as tags , em 04/11/2009 por Filipi "Cloud"

Uma simples – demasiadamente – e despretensiosa crônica que escrevi esses dias.

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Cheguei encharcado ao pequeno consultório odontológico. O suor escorrendo pelo queixo, e os olhos claros já meio doídos de tanto absorver essa maldita e impiedosa luz do sol de Teresina. A contragosto saí de casa no horário mais cruel de todos, ainda mais quando estamos falando da capital do Piauí – meio-dia – e, com o semblante retorcido, e corpo queimando de calor, caminhei a passos apressados, passando pelas calçadas vazias da minha rua, até a parada de ônibus. A espera do Amarelão me fez pensar quantos lugares na fila de espera eu perderia, mas depois de uns trinta minutos, entre olhadas sem motivo para o celular e canções cantaroladas, o dito cujo finalmente chegou. A ida foi tranquila, mas como sempre fiquei com enjôo pelo balanço do veículo, que mais parecia estar participando de alguma corrida ao pote de ouro, somado à luz do sol perfurando indefensavelmente meus olhos – mas esse é o tipo de sensação que você se acostuma e aprende a reprimir. Finalmente, após descer e caminhar alguns metros, chego ao meu destino.

Um pouco de vergonha ao tentar abrir a porta gradeada de ferro e não conseguir – e nem entender os gestos que as pessoas na saleta me faziam, que significavam ‘tira o ferrolho em cima’ – mas nada que um desastrado como eu não esteja acostumado. Entrei cabisbaixo naquela sala de espera que mais parecia um cubículo, com minha mochila suja – e foi aí que percebi que ela precisava urgentemente de uma lavagem – e de soslaio vi os tipos que se encontravam ali: um senhor e uma senhora de uns aparentes cinqüenta anos, dialogando efusivamente, e uma garota que provavelmente não passava dos vinte e dois anos, ouvindo alguma coisa com fones de ouvido.

A atendente apareceu de um pequeno corredor, que levava ao consultório, e perguntou se eu era o “Felipe”, errando meu nome como sempre acontece. Eu confirmei e ela disse que era só esperar. Como se eu não soubesse.

Um debilitado ventilador girava tentando ventilar a saleta, mas o vento morria no meio do caminho, engolfado pelo ar abafado. O senhor e a senhora estavam conversando sobre kreps, e falando como eles faziam e vendiam os deles, quais os materiais usavam, em que lugar vendia-se melhor, etc. Isso não me incomodava. Pelo menos até eu pegar um livro da minha bolsa e tentar ler, em vão. Então guardei o livro; decidi apenas olhar as revistas disponíveis ali no canto da sala, em cima de um cesto no chão. Depois de enriquecer-me culturalmente sabendo quem estava no Castelo de Caras e quem estava na Ilha de Caras – é muito importante, favor não confundir – e usar as revistas pra um bem maior do que para o qual elas foram planejadas – me abanar – a senhora foi chamada ao consultório, e após uns – eu imagino – vinte minutos de conversa sobre coisas definitivamente não relacionadas à sua arcada dentária ou saúde bucal, que eu pude ouvir da sala de espera, a dentista começou seu trabalho, enfim. Após a senhora sair, eu pensei “oba, agora só faltam dois”, então o seu filho chegou, e entrou no consultório, de nariz empinado, sem ter que esperar como eu. “Eu tava guardando o lugar dele”, [in]justificou a senhora. Tudo bem, o dia já foi perdido mesmo.

Umas três horas depois de eu ter saído de casa, finalmente sou atendido. Não sei como alguém passa por tudo isso pra deitar numa cadeira que mais parece um aparelho de tortura medieval, e ouvir o som do inferno vindo daquela broca desgraçada. Aliás, dentistas são pessoas insensíveis, não importa o quanto você se contraia na cadeira e gema, sempre é frescura sua. “Tem uma língua querendo ser cortada aqui”, disse rindo a dentista, com sua voz rouca. “Acho que dentistas usam máscaras pra não serem reconhecidos e sofrerem retaliação, isso sim”, pensei, não tão a sério.

O resto não merece ser contado, mas meu dente doeu por várias semanas, graças à brutalidade daquela odontologista, e acabei desistindo de fazer o tratamento. Moral da história: Teresina é quente como o inferno, pessoas furam fila sem remorso, salas de espera são muito chatas e escovem os dentes, crianças.

Ensaio de um ensaio

Postado em Ensaios, Fotos com as tags , , em 30/09/2009 por Filipi "Cloud"

Decidi postar no blog algumas fotos que tirei pra um trabalho da universidade. É um ensaio fotográfico – ainda sem nome – sobre Teresina, e sobre lugares daqui que remetam-me saudade ou nostalgia, ou que sejam só lugares legais, ou bonitos, ou tudo isso junto, ou nada disso, também, como foi o caso de algumas fotos que tirei simplesmente por tirar.  Também tem fotos que me lembram momentos ruins, peculiares ou tediosos. Tudo isso tá misturado no ensaio, que eu particularmente só gostei de algumas fotos. Aí estão algumas.

Ah, como minha máquina é amadora as fotos não saíram lá essas coisas – sem falar que o sol de Teresina definitivamente não ajuda -, mas o que importa é a idéia. A execução perfeita pode esperar eu ter dinheiro pra comprar uma supercâmera. É um ensaio sem muitas pretensões, apenas para fins acadêmicos mesmo, mas até que foi divertido fazer.

Clique na foto para ampliar e ver na qualidade original.

01

l’église de l’enfant

02

Traffic

03

Time

05

Anfiteatro

04

Réunion


O Indivíduo, a mídia e a “manipulação”

Postado em Artigos com as tags , , , em 14/09/2009 por Filipi "Cloud"

Tirando as teias de aranha do blog, decidi postar algo que escrevi hoje, em forma de trabalho, pra uma disciplina do meu curso (Comunicação Social). Não me estenderei muito explicando, o texto já fala por si. Reflitam.

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O indivíduo não possui esse nome à toa: indivíduo denota individual. Individualidade. Características únicas inerentes a cada ser humano. Atributos que na mesma ordem e nas mesmas cores não poderiam ser encontrados em nenhum outro. Cada indivíduo é um vasto universo que segue por um caminho diferente a mesma estrada. Um universo construído a partir da soma de todas as suas vivências, diálogos, experiências, e muito mais coisas do que se pode ver (e imaginar). Os vários pontos ao longo da vida se unem e configuram a aparência daquele ser totalmente individual e único. Sempre pensante, mesmo que pense “não quero pensar”. O indivíduo não pode ser rebaixado a um tijolo qualquer, que, igual a todos os outros, só tem sentido de existir se contribuir com a edificação da mesma parede. Alguém que sozinho não tem escolha e nem vontade para ir ou vir, apenas segue a designação que lhe é imposta por uma força superior e indefensável (no caso, a mídia). Se o mundo se tornou monocromático, com terra e céus cinzas, o indivíduo deveria tornar-se também? Dizer que todos os setores da sociedade – incluindo os seres humanos – são partes de um organismo até faz sentido, mas daí a dizer que a mídia seria o cérebro, que tudo ordena e o corpo simplesmente obedece, é entronar a mídia como Deus e apequenar todo o resto, rebaixando-os a marionetes sem vontade. Não entendo como os seres humanos, indivíduos totalmente diferentes em infinitos aspectos, poderiam todos sofrer da mesma influência e [re]agir, como que hipnoticamente, às supostas ordens e tendências – programação manipulada, they say – ditadas por simples programas de televisão (por exemplo).

O poder da mídia é inversamente proporcional à cultura e consciência do ser humano que é atingido por ela – atingido soa tão Bala Mágica, eu diria ‘tocado’ – e mesmo assim, por menor que seja a sapiência do espectador (ou leitor ou usuário ou ouvinte), ele sempre tem escolha, mesmo que a escolha seja escolher não ver (ou ler ou usar ou ouvir) aquilo (ou que a escolha seja “ter preguiça de escolher”). E não obstante a mídia atingir praticamente a todos, e o fato de a sociedade estar se globalizando e ‘uniformizando’, cada indivíduo ainda guarda dentro de si todas as suas influências, inclinações pessoais e valores próprios. Não existem verdades universais, e considere a afirmação “Não existem verdades universais” vulnerável a questionamentos também. Ela pode ser falsa.

A concepção de mundo evoluiu com os tempos, e a visão das pessoas sobre a mídia, idem. Com isso, questiono: ela continua tentando massificar a todos, apagando os rostos e criando uma massa homogênea? Ela consegue? Nossas diferentes vidas não criam diferentes indivíduos? Sendo assim, por que achar que a culpa de alguma coisa é de outrem (lê-se mídia) e não nossa?

A influência existe – e ela vem de muito mais lados do que podemos perceber – mas de quem é a escolha [a]FINAL?

the Black Sheep Boy – Fanfic

Postado em Fanfic com as tags , em 04/03/2009 por Filipi "Cloud"

Bom gente, como estou sem paciência e ânimo hoje, vou postar apenas um trecho de uma antiga Fanfic que comecei há um tempo atrás. É uma fanfic de Yu-Gi-Oh! então, se você não conhece o anime/mangá, provavelmente achará um pouco estranho, mas nada que comprometa o entendimento – na verdade, nunca cheguei a continuar a estória, por muuuitos motivos que não citarei, então, acho que até o ponto que está, tá bem compreensível.

É basicamente apenas a descrição do encontro de dois rivais, em um beco, duelando por sua honra – no mundo de YGO, assim como no Velho Oeste, as coisas são resolvidas sempre com Duelos, o que eu acho bem interessante.

É só uma espécie de “amostra grátis”, que eu tinha feito pra ver se os “meus leitores” aprovariam, mas, quem sabe eu continue algum dia, ou, mais provavelmente, venha a escrever novos projetos – ou terminar os meus inúmeros que estão jogados por aí, interminados.

Eu escrevi há uns bons meses atrás, então hoje eu provavelmente escreveria de outra forma – pior melhor – então, imaginem isso escrito de forma mais madura, se possível. Comentem se puderem e se quiserem. Enjoy!

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O barulho das correntes ressoava nas paredes geladas e úmidas daquele beco escuro. Além da fraca iluminação proveniente das escassas lâmpadas elétricas, em seus prováveis últimos dias de vida, um pequeno ponto vermelho se destacava. Era um cigarro. Um jovem rapaz com roupas chamativas acabara de chegar ao beco. Encostou-se no primeiro lugar que achou: Uma lata de lixo, ao lado de uma infinidade de papéis velhos caoticamente empilhados.

O vento começou a soprar violentamente. O primeiro trovão estourou. As lâmpadas começaram a piscar e algum lixo jogado ali no chão foi arrastado pra rua, assim como alguns jornais que estavam na pilha.

- Droga de demora… – resmungou o garoto
- Tá vendo Kim? Até os céus anunciam a minha chegada. E eu prometo que quando a primeira gota de chuva cair, você cairá junto com ela, derrotado. – Falou gritando um novo garoto, que acabara de chegar e estava à entrada do beco, com uma voz zombeteira e confiante.
- Não sei se perco meu tempo rindo de você e seu falatório ou se te derroto logo e vou embora. Tenho mais o que fazer. – Disse Kim, cuspindo seu cigarro no chão.
- Hunf, então o que vai ser? que tal assim: quem perder sai do time e entrega sua melhor carta. – Fala o garoto confiante.
- Fechado. – Responde Kim friamente, já colocando o seu Disco de Duelo no braço direito.

Os dois garotos se posicionam a uma distância de uns seis metros um do outro e ligam seus Discos de Duelo. Uma luz colorida cintila por um segundo e enche aquele beco escuro e sem vida com as cores do arco-íris. O sistema Solid Vision acabara de ser ativado.

- E então Blaise, ainda dá tempo de desistir. Se desistir agora eu apenas pego sua melhor carta e deixo você voltar pra casa sem uma derrota humilhante, o que acha? – Insultou Kim

Blaise não falou nada. Ele parecia um pouco preocupado agora. Olhou para seu baralho e titubeou por alguns segundos antes de tomar posição de batalha e ignorar a provocação de Kim.

- Vamos terminar com isso!

- DUELO! – gritaram juntos

O vento começou a soprar forte mais uma vez. As latas de lixo trepidaram fortemente. Uma delas caiu no chão espalhando lixo no meio do beco, que agora se tornara uma arena de duelos.

- Eu sou o desafiante, eu começo! – falou Blaise sacando – Saco minha carta!

Yu-Gi-Oh!

Postado em Artigos com as tags , , em 27/02/2009 por Filipi "Cloud"

Bom, hoje vou falar sobre algo que faz parte do meu dia-a-dia: Yu-Gi-Oh.

Ao contrário do que muitos pensam, Yu-gi-Oh não é só “aquele desenho que passava na televisão”. Yu-Gi-Oh também é – pode ser considerado – um esporte – alguns chamariam de hobby, mas da mesma forma que xadrez é considerado um esporte (por exercitar a mente, exigir preparo, ser uma atividade competitiva e haver campeonatos) YGO também pode ser considerado um.

Bom, vou começar contando a história de como começou o jogo, e o que ele é exatamente, quem o criou, etc.

Yu-Gi-Oh (no original: 遊☆戯☆王) que em português quer dizer “Rei dos Jogos”, iniciou-se com um mangá, em 1996, criado por Kazuki Takahashi, e logo se tornou uma grande franquia, com jogos, videogames, animes, brinquedos, etc. O mangá conta a estória de Yugi Muto, que após resolver um quebra-cabeça antigo, o Enigma do Milênio, liberta a alma de um antigo faraó egípcio (Atem) que entra em seu corpo. Yugi e Atem ao longo da estória vão encontrando amigos e inimigos, e todos – ou pelo menos quase todos – os conflitos e batalhas são resolvidos com jogos e duelos. Não só o jogo de cartas (inicialmente conhecido como Magic and Wizards e depois chamado de Monstros de Duelo) como também vários outros jogos, com dados e tabuleiro.

O jogo de cartas apresentado no mangá se tornou famoso, e logo a Konami criou um Trading Card Game (jogo de cartas colecionáveis) para que os fãs pudessem se divertir jogando o jogo com cartas de verdade.

Com o tempo o jogo foi crescendo, as cartas se tornando mais complexas e o jogo mais estratégico. Hoje em dia, como com os outros Trading Card Games, existem campeonatos – regionais, nacionais, continentais, etc. – em vários lugares do Brasil e do mundo.

Resumidamente, para se jogar Yu-Gi-Oh você precisa de um baralho (com no mínimo 40 cartas e no máximo 60) formado por cartas de monstro, mágicas e armadilhas, onde umas ajudem as outras e formem estratégias. O objetivo do jogo é zerar os pontos de vida do adversário e proteger os seus. Claro que o jogo é bem mais complexo que isso, mas explicar tudo levaria horas e horas (e é pra isso que existe o livrinho de regras).

Hoje Yu-Gi-Oh é o jogo de cartas mais jogado no mundo, tendo ultrapassado recentemente Magic, e na frente dos demais jogos de cartas colecionáveis.

Atualmente a série animada continua com os sucessores do anime original, Yu-Gi-Oh! GX (que acabou de ser exibido no Japão recentemente e em breve chegará ao Brasil) e Yu-Gi-Oh! 5D’s (atualmente em exibição no Japão).

Entre as vantagens do jogo, pode-se listar as mesmas de qualquer outro esporte mental: exercita o raciocínio e a capacidade de formular estratégias. Pode-se dizer também que o jogo ajuda na socialização dos jogadores, afinal, para jogar você precisa de amigos, e sempre vai querer conhecer novos jogadores.

No Brasil a série animada não teve o reconhecimento merecido, por ter sido totalmente editada (e retalhada) por uma distribuidora americana, a 4Kids, que tem o péssimo hábito de modificar totalmente as séries japonesas que caem em suas mãos.

O card game criou certa polêmica ao chegar aqui no Brasil, por ser um jogo que incluía magias, demônios, monstros, essas coisas (que não sei se percebem, mas existem em todas as obras de fantasia). Essa polêmica aconteceu graças à mídia sensacionalista brasileira, principalmente Gilberto Barros alguns apresentadores de televisão cujo nome não citarei, e também graças a alguns pastores fanáticos de igreja evangélica que alegavam ser um “Jogo do Demônio”. É uma pena que poucas pessoas tenham apreciado o anime e o card game, aqui no Brasil, com todas essas barreiras, mas é algo que vale muito a pena ser visto e jogado.

Novo Banner

Postado em Talk com as tags , em 27/02/2009 por Filipi "Cloud"

Bom galera, mais um post enche-linguiça, pra não ficar desatualizado – mais do que está.

Hoje inaugurando o novo banner do blog, super estiloso, não?
É um personagem aleatório de anime, daqueles que quando você olha já sabe que eu gosto, que encontrei por aí. Não estou fazendo apologia ao cigarro (nunca se sabe o que as pessoas podem pensar), ele é só um cara que fuma, ninguém é perfeito, né? Além do mais, ao contrário do que algumas pessoas pensam, fumar só destrói os pulmões, não a moral da pessoa, então, não acho certo julgar uma pessoa por fumar. Embora eu não fume e não goste de nicotina, pessoalmente.

Agradeço ao Diego que teve paciência pra me ajudar a fazer o banner (ele que gentilmente se ofereceu pra me ajudar, a essas horas da noite), e também agradeço à lola que tinha me ajudado com o banner antigo, ele me foi muito útil, e está aqui guardadinho, muito obrigado.

Pois é, esses dias volto a postar coisas que ninguém quer ler interessantes, mas ultimamente tenho andado um pouco desmotivado, e hoje meu pai está internado fazendo uns exames, então não estou no humor.

Ah, amanhã tenho uma entrevista de emprego, me desejem sorte!

Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

Postado em Random com as tags , , , em 18/02/2009 por Filipi "Cloud"

Hola, guys!
Post bem simples hoje, só pra não deixar desatualizado.

Encontrei esse vídeo há um tempinho atrás, achei muito bem bolado e engraçado.  Com ironia, o vídeo mostra a “fórmula” para se fazer um curta-metragem cult, desses  bem chatos, que você não entende nada (ou entende tudo, mas os cults dizem que você não entendeu de verdade) mas todos os críticos intelectuais acham genial e cheio de subjetividade e mensagens – subjetividade e mensagens essas que nem o autor sabia que sua obra tinha, maioria das vezes, mas que são superinterpretadas.

Parabéns ao Vitor Alli, o cara que fez o vídeo.

Enjoy!

Breve história: La’cryma Christi

Postado em Música com as tags , , em 14/02/2009 por Filipi "Cloud"

Bom, hoje decidi postar uma breve história sobre uma das minhas bandas favoritas (se não a favorita): La’cryma Christi.

Suas músicas têm me feito companhia, sem falta, todos os dias. Sou apaixonado e, direta e indiretamente, influenciado por elas, e o imaginário rico e criativo que elas criam. Aqui vai uma breve história da banda, sem me estender muito, senão as pessoas ficarão com mais preguiça ainda de ler.

La’cryma Christi (do latim, significa ‘A Lágrima de Cristo’) é uma banda japonesa de rock, um dos grupos que fãs de música japonesa geralmente conhecem o nome, mas não conhecem realmente a música.

No início, La’cryma Christi começou como uma banda Visual Kei, uma das mais promissoras da terceira geração – junto com Malice Mizer e Fanatic Crisis – e mantinham um visual bem extravagante, elaborado e performances “exageradas”.

O grupo começou em Osaka, com o nome de STRIPPE-D LADY no início dos anos 90, e depois de algumas mudanças na formação, em 1994 lançou seu primeiro single Siam’s Eye. Nesse ponto eles eram definitivamente uma banda Visual Kei, com maquiagens e roupas estranhas, e suas músicas combinavam com sua imagem, eram igualmente chamativas: com menções a lugares exóticos e misticismo ocidental, além de sempre criar uma atmosfera de sonhos e ilusão.

Em 1996, La’cryma Christi lançou seu primeiro mini-album, Dwellers of a Sandcastle; em 1997 lançaram seu primeiro álbum, Sculpture of Time. O visual e estilo do La’cryma continuou praticamente o mesmo, com seus primeiros álbuns.

Em 2002 a banda mudou de produtor, de imagem, e de som. Com o álbum &.U, decepcionaram alguns fãs, por deixarem de lado a atmosfera de sonhos e misticismo e enveredarem para um lado mais pop da música. As roupas continuavam extravagantes, mas agora tinham um ar mais “Rockstar” e menos Visual Kei, isso os fez perder alguns fãs, mas foi um passo lógico para a banda (e é o que acontece com muitas das bandas Visual Kei, na verdade).

Em 2003 La’cryma Christi fundou seu próprio selo musical: Majestic Ring. Eles voltavam a ser uma banda independente. Logo em seguida, a banda muda um pouco seu visual e seu som, torna-se muito mais “Hard Rock”, esse foi um passo muito importante na carreira deles. Uma grande mudança. Pode-se notar a influência de algumas bandas de Hard Rock americanas dos anos 80, como AC/DC e Whitesnake. Em Hot Rod Circuit, um trecho do refrão, “you shook me all night”, é uma referência à música you shook me all night long do AC/DC. Esse novo estilo era praticamente o total oposto de onde o La’cryma começou, ironicamente, porém, a banda não havia perdido sua genialidade e talento, só enveredado por caminhos diferentes, e mostrado diferentes lados.

Infelizmente, em março de 2006, a banda anunciou que o guitarrista Koji estava deixando o La’cryma Christi. Uma notícia chocante, após 10 anos de sólida união da banda. A banda planeja seguir sozinha sem Koji – o grupo certamente perderia um pouco do seu som, tendo em vista que Koji era parte importante dele – e após sua saída lança mais alguns singles e, por fim, o álbum Where the Earth is Rotting Away.

Após Where the Earth is Rotting Away, La’cryma Christi parece ter encerrado suas atividades. Todos os membros estão em projetos paralelos, porém, nenhum comunicado oficial de que a banda acabou foi lançado, e o website da banda ainda está no ar, o que quer dizer que eles podem ter se separado apenas temporariamente, para futuramente voltar, como acontece com muitas bandas. É o que os fãs esperam.

Links relacionados:

La’cryma Christi Official Website
Night Flight: the World of La’cryma Christi

A verdadeira Máquina do Tempo

Postado em Artigos com as tags , , em 10/02/2009 por Filipi "Cloud"

Para dar abertura ao Blog, vou postar aqui uma história que realmente me deixou intrigado. Acho que se encaixa bem na idéia de “transformar o Real em Ideal”. Na verdade, quando li sobre esse cara pensei que se tratasse de algum personagem de ficção…

Ronald L. Mallett (03 de Março de 1945), Ph.D. é um professor estadunidense de Física, da universidade de Connecticut.

Quando tinha 10 anos de idade, Ronald perdeu seu pai, com 33 anos na época, para um ataque cardíaco. Desde então, inspirado pela clássica obra de de H.G. Wells, A Máquina do Tempo, resolveu voltar no tempo para salvar seu pai. Essa idéia tornou-se uma obsessão pelo o resto de sua vida.

Ronald L. Mallett

Ronald L. Mallett

Atualmente, Mallett comenta que está muito próximo de terminar a máquina, já lançou um livro intitulado Time Traveler: A Scientist’s Personal Mission to Make Time Travel a Reality (Viagem no tempo: A missão pessoal de um cientista de tornar viagem no tempo uma realidade), além de ter sua história e suas pesquisas demonstradas em documentários feitos pela TV americana.

A máquina do tempo de Ronald baseia-se em um conjunto de raios lasers superpotentes, que em espiral teriam força suficiente para distorcer o espaço-tempo, proporcionando assim a viagem a outros pontos do tempo (passado e futuro). Sempre mencionando e seguindo os estudos e descobertas de Einstein na Teoria de Relatividade.

Recentemente, Ronald disse que não seria possível para ele voltar no tempo até a época antes de seu pai morrer. Segundo Ronald, não é possível que alguém viage para o passado, para uma época de antes de a máquina do tempo existir, já que, se ela não existia no passado, a viagem no tempo ainda não era possível. Porém, ele não exclui a possibilidade de enviar informações ou mensagens para o passado.
Segundo Mallett, a partir da criação da máquina, no futuro, poderão ser feitas viagens ao passado para qualquer dia desde o dia da criação da máquina do tempo em diante.

No entanto, mesmo que seu projeto funcione, e uma eventual máquina do tempo seja criada, Ronald Mallett não poderia salvar seu pai, uma vez que isto acarretaria um paradoxo temporal cíclico. O paradoxo é simples: Se Ronald Mallett teve a idéia de criar uma máquina do tempo simplesmente para salvar seu pai (convencendo-o a parar de fumar), caso ele consiga convencê-lo, ao voltar para o presente, seu pai estaria vivo, mas isto seria impossível, pois se seu pai estivesse vivo, ele nunca teria imaginado em criar uma máquina do tempo, pois o fundamento para a criação desta fora a morte de seu pai, que através da criação da máquina do tempo, nunca acontecera, então Mallett ficaria preso neste ciclo vicioso, nunca podendo salvar seu pai de fato.

Porém, há teorias que dizem que não existe apenas um universo (uma realidade, uma dimensão), e se, por exemplo, Mallett voltasse ao passado e salvasse seu pai, ele não estaria alterando a realidade em que vive originalmente, e sim uma realidade alternativa em que, nela, seu pai sobrevive.

Um trecho do documentário sobre Mallett e a máquina do tempo, em inglês:

É uma história de vida realmente intrigante. E olhando vídeos e lendo sobre ele, dá pra gente ver que ele não é “um doido qualquer”, realmente sabe sobre o que está falando – ou pelo menos parecer muito saber.

De qualquer forma, é interessante ver o quanto a perda de uma pessoa querida faz as pessoas mudarem: ficarem obsessivas, determinadas, e até mesmo fazer coisas grandiosas como ir tão fundo em assuntos tão incríveis como viagens temporais, simplesmente para tentar ver, salvar, ou mandar uma simples mensagem para aquele que ama.

Hola, mundo!

Postado em Talk em 10/02/2009 por Filipi "Cloud"

Bom, mais um blog, agora no wordpress, preciso aprender a mexer aqui, pois ainda não me familiarizei. Acho que ainda hoje posto qualquer coisa algo interessante.

O template até que tá legal, na verdade queria algo mais personalizado, pelo menos uma imagem estilosa ali no cabeçalho, ou algo assim.

Pena que não sei mexer em Photoshop nem nada do tipo, acho que isso é quase uma necessidade hoje em dia. Bom, aceito sugestões, e principalmente, ajuda!
Mas por enquanto ficará assim, espero que não esteja tão ruim.

See you guys!