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	<title>Real to Ideal</title>
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		<title>BLINDMAN (1971)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 06:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipi "Cloud"</dc:creator>
				<category><![CDATA[resenha-crítica western]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;I want my 50 women&#8221;. O Spaghetti Western não é exatamente um gênero muito original &#8211; dentro de si mesmo -, praticamente as mesmas histórias de vingança e ganância se repetem, com personagens homônimos e anônimos copiados e inspirados uns nos outros, fazendo do SW um ciclo vicioso, que conta várias vezes as mesmas histórias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=185&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em><img class="aligncenter" title="BLINDMAN" src="http://www.spaghetti-western.net/images/9/94/Blindman_Anthony.jpg" alt="" width="350" height="135" /></em></p>
<p style="text-align:center;"><em><em> </em></em></p>
<p style="text-align:center;"><em>&#8220;I want my 50 women&#8221;.</em></p>
<p style="text-align:justify;">O Spaghetti Western não é exatamente um gênero muito original &#8211; dentro de si mesmo -, praticamente as mesmas histórias de vingança e ganância se repetem, com personagens homônimos e anônimos copiados e inspirados uns nos outros, fazendo do SW um ciclo vicioso, que conta várias vezes as mesmas histórias com abordagens ou personagens vagamente diferentes. A fórmula se repete mais frequentemente nos filmes mais independentes e <em>low budgets</em> que descontroladamente nasciam, sendo cópias de um ou outro mais famoso. A diversão em ver um SW estava na ação &#8211; mais frequente que nos faroestes americanos -, realismo e violência, mostrada de forma crua, muitas vezes brutal, além da trilha sonora geralmente <em>above the top</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Porém</strong>, alguns westerns conseguiam se destacar entre tantos outros, por algum quesito em especial, ou por vários. <strong>BLINDMAN</strong> (1971) é um deles. A trama original e um personagem nunca visto antes em westerns, aliadas a um elenco competente, à direção do já consagrado Ferdinando Baldi (o mesmo de <em>VIVA DJANGO!</em>) e à violência e crueza característica do gênero, fizeram de BLINDMAN um filme memorável.</p>
<p style="text-align:justify;">BLINDMAN conta a história de um pistoleiro cego que é contratado para levar 50 noivas a seus maridos, mineiros, no Texas. Mas o cego é enganado por seu companheiro e a mercadoria &#8211; 50 belas mulheres &#8211; é extraviada e vai parar nas mãos de um bandido mexicano. Agora o cego vai no rastro do bandido Domingo para recuperá-las.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://spaghettiwesterns.1g.fi/blind/Blindman_02.jpg" alt="" width="345" height="133" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>O cego e seu esperto parceiro.</em></p>
<p style="text-align:justify;">O pistoleiro cego é uma versão western do lendário espadachim cego japonês <strong>Zatoichi</strong>, mas ao contrário dele &#8211; e de outros heróis cegos, como o <strong>Demolidor</strong> -, Blindman não conta com nenhuma habilidade sensorial superaguçada, e muito menos um manejo prodigioso de suas armas. Blindman é um cego comum, com todas as limitações que isso implica, e para ajudar na sua jornada conta apenas com seu cavalo esperto e a simpatia das pessoas. Por pura sorte &#8211; ou ironia do destino &#8211; o cego consegue sobreviver num trabalho tão arriscado, em uma época e lugar tão hostis.</p>
<p style="text-align:justify;">A trama pode parecer absurda &#8211; e na minha opinião <em>É! </em>- mas a ótima atuação do injustiçado <strong>Tony Anthony</strong> (que também escreveu o roteiro do filme) nos faz acreditar que um cego poderia muito bem estar no meio de toda essa confusão, e com alguma sorte e astúcia sair vivo. O final do filme confirma que apesar de tudo o cego é um personagem possível: ingênuo e bastante fácil de ser enganado, e que provavelmente não durará muito naquele ambiente selvagem.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://spaghettiwesterns.1g.fi/blind/Blindman_07.jpg" alt="" width="345" height="133" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Ah, é. Ele adora explodir coisas.</em></p>
<p style="text-align:justify;">O filme é superestilizado e possui uma narrativa com ingredientes de videoclipe e <em>comics</em>. Também possui forte violência gráfica, algumas cenas de massacre são difíceis para os mais sensíveis assistirem, sem sentir algum desconforto &#8211; como a chacina à tropa no salão de festas de Domingo e a caça às mulheres no deserto, onde elas são mortas e violentadas sem nenhuma piedade. BLINDMAN é recheado de viscerais cenas de violência e nudez, tudo isso num cenário sujo e detestável, com casas imundas, cidades abandonadas e homens peludos e barbados. Contraditoriamente, BLINDMAN é um banquete para os olhos, pois constrói tão bem aquele <strong>fantástico mundo feio e violento</strong><strong>, mas ao mesmo tempo tão estiloso</strong>, e nos conduz por ele através da jornada de um personagem carismático e quase ingênuo. BLINDMAN vai na contramão dos SW da época, mostrando um personagem debilitado, à margem da morte e da derrota, um pistoleiro que precisa atirar várias vezes &#8211; sem nem saber ao certo onde está atirando &#8211; e continuar apertando o gatilho sem ter certeza se seu oponente está morto.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Ringo Starr e Agneta Eckemyr" src="http://www.bfi.org.uk/features/westerns-gall/images/420/blind-man.jpg" alt="" width="420" height="336" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Ringo Starr contracena com a bela Agneta Eckemyr.</em></p>
<p style="text-align:justify;">As atuações de Tony Anthony &#8211; o cego &#8211; e Lloyd Battista &#8211; o vilão Domingo &#8211; são maravilhosas, e além deles o ex-Beatle <strong>Ringo Starr</strong> faz uma ponta, numa atuação decente, no papel do irmão de Domingo, Candy. A trilha sonora acompanha o ritmo do filme e a direção do sanguinário Ferdinando Baldi não tem pudores ao mostrar imagens chocantes, mas também captura de forma majestosa em belos planos a paisagem desértica da região da Almeria.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://spaghettiwesterns.1g.fi/blind/Blindman_11.jpg" alt="" width="345" height="133" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Como manda o figurino, o duelo final acontece num sombrio cemitério.</em></p>
<p style="text-align:justify;">BLINDMAN é um <strong>bizarro e magistral</strong> spaghetti western, uma história ora ingênua ora virulenta. Com uma narrativa instigante, personagens bem encaixados &#8211; e carismáticos &#8211; e uma ação decente, além de um roteiro original, BLINDMAN se destaca como um dos melhores do gênero, uma experiência bizarra e nauseante para quem não é acostumado, certamente, mas indubitavelmente uma obra-prima &#8211; estranha e cativante &#8211; do amalucado Velho Oeste à italiana.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_nevF8hSDn9Q/SkDUl8Hu2LI/AAAAAAAAAyk/iteI7FoMFz4/s320/BLINDMAN.jpg" alt="" width="217" height="320" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Pôster do filme</em></p>
<p style="text-align:justify;">À época, o filme foi banido em vários países, e, naqueles em que não, recebeu classificação etária máxima. As cópias americanas do filme possuem algumas cenas a menos &#8211; e portanto uma duração menor &#8211; e provavelmente são bem confusas e incompletas, já que algumas cenas que considero importantes não estão lá. Isso é notável na versão completa agora: a maioria das cenas foi dublada em inglês, mas algumas outras permanecem em italiano (as cenas que foram cortadas da versão lançada nos EUA), fazendo com que a língua falada no filme seja constantemente trocada sem nenhum motivo aparente &#8211; agora você sabe o motivo!</p>
<p style="text-align:justify;">Uma sequência para BLINDMAN possivelmente seria feita, mas Tony Anthony, mesmo depois do fim das filmagens, sentia uma irritação terrível nos olhos, devido às lentes de contatos, e preferiu não as usar mais.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil BLINDMAN saiu em VHS (com o título de <em>O Retorno de Gringo</em> e com uma foto grande de Ringo Starr na capa, <em>pff</em>), depois em DVD pela Ocean Pictures como <em>Preso na Escuridão</em>, além de ser exibido na TV como <em>O Cego</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p>BLINDMAN (1971)<br />
Estrago: 4 buracos de bala!</p>
<p><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /></p>
<br />Filed under: <a href='http://realtoideal.wordpress.com/category/resenha-critica-western/'>resenha-crítica western</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realtoideal.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realtoideal.wordpress.com/185/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=185&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Per un Pugno di Dollari (1964)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 23:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipi "Cloud"</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“He is, perhaps, the most dangerous man who ever lived” Sergio Leone começa sua épica trilogia dos dólares apresentando o personagem Homem Sem Nome (L’Uomo senza nome), um arquétipo de pistoleiro silencioso, misterioso e astuto. Baseado no clássico filme de samurai japonês &#8220;Yojimbo&#8221;, Por um Punhado de Dólares (Per un Pugno di Dollari &#8211; 1964) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=166&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter" title="L'uomo senza nome" src="http://www.politicalive.com/wp-content/uploads/2008/05/per-un-pugno-di-dollari.jpg" alt="" width="400" height="398" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>“He is, perhaps, the most dangerous man who ever lived”</em></p>
<p style="text-align:justify;">Sergio Leone começa sua épica trilogia dos dólares apresentando o personagem <strong>Homem Sem Nome</strong> (<em>L’Uomo senza nome</em>), um arquétipo de pistoleiro silencioso, misterioso e astuto. Baseado no clássico filme de samurai japonês &#8220;<em>Yojimbo&#8221;</em>, Por um Punhado de Dólares (<em>Per un Pugno di Dollari</em> &#8211; 1964<em>) </em>pode ser considerado um remake do original de Akira Kurosawa, mas emprega todos os elementos típicos do <em>eurowester</em><em>n</em> com seu viés mais realista, violento e estilizado, como já havia começado a se fazer na terra do <em>spaghetti</em>. O diretor Sergio Leone deu voz máxima a este estilo, criando um oeste selvagem onde não havia heróis, a linha entre bom e mau é confusa ou oscilante. O protagonista de língua afiada, mira perfeita e sacada rápida é alguém que vive à margem da lei – ou mesmo fora dela! – e seu único objetivo é conseguir o máximo de dinheiro possível, trapaceando quem estiver no caminho se isto for necessário. Mas o icônico personagem de Clint Eastwood demonstra sinais de compaixão e complacência em alguns momentos do filme, como quando ajuda Marisol e seu marido a fugir, argumentando: “<strong>Eu soube de alguém como vocês antes, e não havia ninguém lá para ajudar</strong>”. O pistoleiro demonstra traços de humanidade, mostrando que ninguém é simplesmente bom, ou mal, há muitos fatores que podem levar alguém a ser gentil ou cruel, ou fazer o que quer que faça, num sentido mais amplo. Existem nuances. Muitos tons de cinza além do preto e do branco. O anti-herói encarnado por <strong>Clint Eastwoo</strong><strong>d</strong> foi o molde para as centenas de outros que viriam a existir no gênero depois, diferentemente dos cowboys americanos, e seus filmes essencialmente maniqueístas, onde o heróico mocinho de chapéu branco combatia um inescrupuloso vilão de chapéu preto.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Per un Pugno di Dollari" src="http://www.colonnasonora.com/wp-content/uploads/2009/06/per-un-pugno-di-dollari-film.jpg" alt="" width="420" height="589" /></p>
<p style="text-align:center;"><em>Per un Pugno di Dollari</em></p>
<p style="text-align:justify;">O filme se inicia quando o Homem Sem Nome chega a uma conturbada cidadezinha na fronteira mexicana onde duas gangues rivais brigam pelo domínio da cidade, acabrunhando a população. O personagem de Clint faz jogo duplo e presta serviço para ambos os lados, enganando alguns homens, eliminando outros e arrecadando algum dinheiro no processo, mas em sua jornada encontra alguns ajudantes, como o fazedor de caixões Piripero, e o dono do bar onde se hospeda. A trama é basicamente esta. Simples. Mas cheia de idéias criativas, algumas cenas memoráveis – e emblemáticas –, personagens marcantes e uma trilha sonora maravilhosa. Aliás, <strong>a trilha sonora de Ennio Morricone é praticamente o Homem Sem Nome em forma de música. É a alma do filme</strong>. Fórmula esta que foi sendo aperfeiçoada ao longo dos outros filmes de Sergio Leone e terminou em seu apogeu no <em>O Bom, o mau e o feio</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Por um Punhado de Dólares, entre seus muitos elementos característicos, apresenta o que depois viriam a ser ingredientes praticamente obrigatórios nos ítalo-westerns: simbolismo religioso (o Homem Sem Nome chega à cidade numa mula; há uma cena em que os homens de Ramón estão numa longa mesa, numa imagem muito parecida com a da Última Ceia; o personagem de Clint, dado como morto &#8220;renasce&#8221; ao sair da caverna em que se refugiava, após curado), muitos close-ups, diálogos afiadíssimos, doses de humor (negro ou não, implícito ou não) etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta primeira parte da trilogia dos dólares, o primeiro trabalho do diretor Sergio Leone com faroestes, que elevou o <em>spaghetti western – <span style="font-style:normal;">antes visto como cinema de qualidade inferior e uma cópia barata dos originais americanos – a um status mais artístico e nobre, tem muitos méritos, desde a criativa direção, os bons diálogos, a maravilhosa trilha sonora e a estréia do icônico Homem Sem Nome – e a descoberta de Clint Eastwood para o cinema –, personagem que mais tarde seria usado nas sequências (e pelo próprio Clint, de forma mascarada, em seus próprios filmes). </span></em></p>
<p style="text-align:justify;">Considerado violento demais para os padrões da época, e politicamente incorreto – por possuir um personagem de moral duvidosa como herói – <strong>Por um Punhado de Dólares fez história no gênero e no cinema</strong>. Não é considerado o melhor filme da trilogia (que depois virei a analisar em outros posts, se possível), mas foi o pontapé inicial para uma mudança significativa no gênero, para um caminho mais violento, realista e inconsequente, porém artístico.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p>Per un Pugno di Dollari (1964)<br />
Estrago: 5 buracos de bala!</p>
<p><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /><img src="http://www.adiumxtras.com/images/thumbs/bullet_holes_7_20564_6545_thumb.png" alt="" width="50" height="50" /></p>
<br />Publicado emresenha-crítica western  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realtoideal.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realtoideal.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=166&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ensaio de um ensaio</title>
		<link>http://realtoideal.wordpress.com/2009/09/30/ensaio/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 02:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipi "Cloud"</dc:creator>
				<category><![CDATA[ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio]]></category>
		<category><![CDATA[Teresina]]></category>

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		<description><![CDATA[Decidi postar no blog algumas fotos que tirei pra um trabalho da universidade. É um ensaio fotográfico &#8211; ainda sem nome &#8211; sobre Teresina, e sobre lugares daqui que remetam-me saudade ou nostalgia, ou que sejam só lugares legais, ou bonitos, ou tudo isso junto, ou nada disso, também, como foi o caso de algumas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=127&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Decidi postar no blog algumas fotos que tirei pra um trabalho da universidade. É um ensaio fotográfico &#8211; ainda sem nome &#8211; sobre Teresina, e sobre lugares daqui que remetam-me saudade ou nostalgia, ou que sejam só lugares legais, ou bonitos, ou tudo isso junto, ou nada disso, também, como foi o caso de algumas fotos que tirei simplesmente por tirar.  Também tem fotos que me lembram momentos ruins, peculiares ou tediosos. Tudo isso tá misturado no ensaio.</p>
<p style="text-align:justify;">Ah, como minha máquina é amadora as fotos não saíram lá essas coisas &#8211; sem falar que o sol de Teresina definitivamente não ajuda -, mas o que importa é a idéia. A execução perfeita pode esperar eu ter dinheiro pra comprar uma supercâmera. É um ensaio sem muitas pretensões, apenas para fins acadêmicos mesmo, mas até que foi divertido fazer.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Clique na foto para ampliar e ver na qualidade original.<br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0063.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-111" title="01" src="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0063.jpg?w=225&#038;h=300" alt="01" width="225" height="300" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#888888;"><em>l&#8217;église de l&#8217;enfant</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0051.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-117" title="02" src="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0051.jpg?w=225&#038;h=300" alt="02" width="225" height="300" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#888888;"><em>Traffic</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0051.jpg"></a><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict00692.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-116" title="03" src="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict00692.jpg?w=225&#038;h=300" alt="03" width="225" height="300" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#888888;"><em>Time</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0066.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-118" title="05" src="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0066.jpg?w=300&#038;h=225" alt="05" width="300" height="225" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#888888;"><em>Anfiteatro</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0051.jpg"></a><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict00692.jpg"></a><a href="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0035.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-112" title="04" src="http://realtoideal.files.wordpress.com/2009/09/pict0035.jpg?w=300&#038;h=225" alt="04" width="300" height="225" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#888888;"><em>Réunion</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><em><br />
</em></p>
<br />Publicado emensaios, fotos  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realtoideal.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realtoideal.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=127&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Indivíduo, a mídia e a &#8220;manipulação&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 22:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipi "Cloud"</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[indivíduo]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirando as teias de aranha do blog, decidi postar algo que escrevi hoje, em forma de trabalho, pra uma disciplina do meu curso (Comunicação Social). Não me estenderei muito explicando, o texto já fala por si. Reflitam. __________________________________ O indivíduo não possui esse nome à toa: indivíduo denota individual. Individualidade. Características únicas inerentes a cada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=100&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tirando as teias de aranha do blog, decidi postar algo que escrevi hoje, em forma de trabalho, pra uma disciplina do meu curso (Comunicação Social). Não me estenderei muito explicando, o texto já fala por si. Reflitam.</p>
<p style="text-align:justify;">__________________________________</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>O indivíduo não possui esse nome à toa: indivíduo denota individual. Individualidade. Características únicas inerentes a cada ser humano. Atributos que na mesma ordem e nas mesmas cores não poderiam ser encontrados em nenhum outro. Cada indivíduo é um vasto universo que segue por um caminho diferente a mesma estrada. Um universo construído a partir da soma de todas as suas vivências, diálogos, experiências, e muito mais coisas do que se pode ver (e imaginar). Os vários pontos ao longo da vida se unem e configuram a aparência daquele ser totalmente individual e único. Sempre pensante, mesmo que pense “não quero pensar”. O indivíduo não pode ser rebaixado a um tijolo qualquer, que, igual a todos os outros, só tem sentido de existir se contribuir com a edificação da mesma parede. Alguém que sozinho não tem escolha e nem vontade para ir ou vir, apenas segue a designação que lhe é imposta por uma força superior e indefensável (no caso, a mídia). Se o mundo se tornou monocromático, com terra e céus cinzas, o indivíduo deveria tornar-se também? Dizer que todos os setores da sociedade – incluindo os seres humanos – são partes de um organismo até faz sentido, mas daí a dizer que a mídia seria o cérebro, que tudo ordena e o corpo simplesmente obedece, é entronar a mídia como Deus e apequenar todo o resto, rebaixando-os a marionetes sem vontade. Não entendo como os seres humanos, indivíduos totalmente diferentes em infinitos aspectos, poderiam todos sofrer da mesma influência e [re]agir, como que hipnoticamente, às supostas ordens e tendências – programação manipulada, </em>they say<em> – ditadas por simples programas de televisão (por exemplo).</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O poder da mídia é inversamente proporcional à cultura e consciência do ser humano que é atingido por ela – atingido soa tão </em>Bala Mágica<em>, eu diria ‘tocado’ – e mesmo assim, por menor que seja a sapiência do espectador (ou leitor ou usuário ou ouvinte), ele sempre tem escolha, mesmo que a escolha seja escolher não ver (ou ler ou usar ou ouvir) aquilo (ou que a escolha seja “ter preguiça de escolher”). E não obstante a mídia atingir praticamente a todos, e o fato de a sociedade estar se globalizando e &#8216;uniformizando&#8217;, cada indivíduo ainda guarda dentro de si todas as suas influências, inclinações pessoais e valores próprios. Não existem verdades universais, e considere a afirmação “Não existem verdades universais” vulnerável a questionamentos também. Ela pode ser falsa.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A concepção de mundo evoluiu com os tempos, e a visão das pessoas sobre a mídia, idem. Com isso, questiono: ela continua tentando massificar a todos, apagando os rostos e criando uma massa homogênea? Ela consegue? Nossas diferentes vidas não criam diferentes indivíduos? Sendo assim, por que achar que a culpa de alguma coisa é de outrem (lê-se mídia) e não nossa?</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A influência existe – e ela vem de muito mais lados do que podemos perceber – mas de quem é a escolha [a]FINAL?</em></p>
<br />Publicado emartigos  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/realtoideal.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/realtoideal.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=realtoideal.wordpress.com&amp;blog=6521463&amp;post=100&amp;subd=realtoideal&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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